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As mulher fingem ter orgasmo?

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

É comum você ouvir alguma mulher, seja na televisão, cinema ou vida real, que diga que já fingiu o orgasmo pelo menos uma vez durante alguma relação sexual. Será que toda mulher é assim? E por que fingir o ápice do prazer em uma relação? “É necessário compreender o porquê da necessidade desta mulher simular um orgasmo. Ter um orgasmo durante a relação sexual ainda passa longe da vida de muitas mulheres, quem diria orgasmos múltiplos. O orgasmo feminino, definido pelo ápice de prazer e pela contração vaginal, é por si só mais complexo que o do homem, não tem um padrão, pode ocorrer um único e intenso, vários menores ou as duas situações juntas. Entender como está a comunicação e a qualidade da relação afetiva e sexual dessa mulher, que reflete na pouca confiança em relatar ao parceiro de que não tem orgasmo”, explica a psicóloga associada ao Instituto Paulista de Sexualidade, Giovanna Lucchesi. É difícil saber se a mulher finge o orgasmo para agradar o parceiro ou terminar logo a relação sexual. De acordo com a psicóloga, as duas coisas podem acontecer. “Ouvimos histórias de mulheres que simulam orgasmos para que a relação sexual termine mais rápido, pois para ela a relação não está adequada. A simulação também ocorre pelo medo de perder o parceiro”, diz Giovanna. O homem não costuma perceber quando a mulher teve realmente um orgasmo ou está apenas fingindo. Ao contrário do masculino, que é correlacionado à ejaculação, o feminino se manifesta por contrações sutis na vagina, o que dificulta sua percepção. Sendo assim, é preciso uma conversa franca entre o casal para que a mulher possa chegar ao ápice. Afinal, a maior prejudicada no fingimento, é ela. “A simulação do orgasmo em si não acarreta nenhum mal para a saúde da mulher, porém os motivos dessa simulação e a omissão de busca por uma qualidade sexual é algo que deve ser observado com atenção”, opina a psicóloga. Para chegar definitivamente ao orgasmo, é preciso primeiro que a mulher conheça seu corpo e saiba alcançar o prazer sozinha. Além disso, é preciso uma conversa franca e de qualidade com o parceiro.








“A sexualidade deve ser discutida sem tabus e essa mulher deve se sentir confortável em demonstrar como gosta de ser tocada”, diz Giovanna. Mas é preciso também deixar um mito de lado. Não é porque o orgasmo não foi alcançado que não existiu prazer na relação. “Existe um discurso social que prega que sexo só é efetivo quando há o orgasmo. Esse mito limita a compreensão da sexualidade, afinal, pode se fazer sexo prazeroso e não chegar ao orgasmo em todas as ocasiões, sem que essa mulher tenha a sensação de ser inadequada sexualmente”, garante Giovanna.

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